| Teatro Nacional Claudio Santoro, Brasília, Brasil |
22/02 . O país onde não se dá um " jeitinho". Tudo o que se perguntar a um profissional de qualquer coisa, algo que vá um pouco para além do que está habituado a lidar, dirige-se a ti dizendo: "Não sei!" Apenas e só. Daí a extrema admiração em poder entrar e recorrer quase todo o Edifício Congresso, onde andas pelo meio dos trabalhadores como um verdadeiro gringo. Imagine-se dois mochileiros com roupa, apenas mais ou menos limpa, no meio do pessoal engravatado, comendo no mesmo refeitório.
De pança cheia fomos até ao último nível usufruindo daquele que é um dos serviços mais úteis de sempre. O senhor que no elevador carrega num botão dos vinte e seis existentes, em conformidade com o nível que pretendes. Nesse último nível encontrámos parte do "Óscar", o seu traço. Batemos à porta do estúdio, fomos recebidos pela simpática senhora, que se encontrava no seu momento de conforto, descalça pela sala e ouvindo a música ao seu gosto. Três minutos após a nossa entrada já estávamos com as mãos na massa. As mesmas mãos que dentro de umas luvas preservou os desenhos técnicos mais antigos em que alguma vez toquei. Tenho aqui as luvas de látex, quem as quiser negociar contacte por mensagem privada.
Quando não há quem controle nós fazemos as coisas ao nosso jeito (em Teatro Nacional).
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