sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mercado, Oruro
13/02 . Chegar  a esta cidade às 2h e ter ainda de encontrar alojamento, ou um outro sítio onde passar a noite é algo que não desejo a ninguém. Ruas de passeios largos, sujos, com objectos tapados misteriosamente, pessoas estranhas divagando, enquanto outras limpando a estrada, a cada vassourada quilos de pó se diluem no ar. Ao fim de uma hora , o bater de 20 portas e outras tantas campainhas, lá conseguimos um quarto.
No dia seguinte descendo o degrau de 15 cm, que  separa o prédio da rua, com o pé direito, já tendo passado a porta e recebido os documentos  com a mão do mesmo lado, encaramos novamente a rua.
Desta vez ela estava iluminada por um belo dia, todos os passeios repletos de cor, com todo o tipo de produtos à venda. As pessoas caminham contornando os produtos expostos nos passeios e só quando não dá para evitar pisam a zona dos carros ou micro buses, pois a maioria são transportes públicos, carrinhas vulgares de porta de correr, mas personalizadas ao gosto do motorista - luzes, autocolantes, objectos decorativos, estofos, tampões de rodas. Vale tudo dentro destes termos.
E quando acaba a cor no alçado de um dos lados da rua, há uma entrada escura para o mercado, onde subindo as escadas com o mesmo pé, tudo volta à mesma diversidade.

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