segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Basília Palace Hotel, SHTN, Brasília, Brasil
23/02 . Começámos pela zona Este onde está o Lago Paranoa que reúne as pessoas que se querem banhar, uma necessidade difícil de saciar dada a distância ao mar. Entrámos pelo Parque Ecológico Ermida Dom Bosto, o nome da pessoa (Dom Bosto) que em 1883 afirmou que a grande capital seria mudada para ali mesmo (Planalto Central), feito mais do que merecedor para apelidar este parque com seu nome. A água soube a maravilhas, mas só mesmo esta, pois a relva que a antecede continha algo que irritava qualquer um, formigas. Têm faro para a comida, deram com a merenda, destruindo a economização do dia.
O dia também se "destruiu" e com a chuva que se pôs, o nosso melhor, ficou-se por observar o Palácio da Dilma (Palácio da Alvorada) lá bem ao longe, com os limpa pára-brisas de ruído de fundo. Visitámos por fim o primeiro edifício a ser levantado na recente capital, o Hotel Palace de Brasília, que foi destruído nas chamas e muitos anos mais tarde restaurado, como qualquer obra-prima tem direito. Destruído - reconstruído. 
Teatro Nacional Claudio Santoro, Brasília, Brasil
22/02 . O país onde não se dá um " jeitinho". Tudo o que se perguntar a um profissional de qualquer coisa, algo que vá um pouco para além do que está habituado a lidar, dirige-se a ti dizendo: "Não sei!" Apenas e só. Daí a extrema admiração em poder entrar e recorrer quase todo o Edifício Congresso, onde andas pelo meio dos trabalhadores como um verdadeiro gringo. Imagine-se dois mochileiros com roupa, apenas mais ou menos limpa, no meio do pessoal engravatado, comendo no mesmo refeitório.
De pança cheia fomos até ao último nível usufruindo daquele que é um dos serviços mais úteis de sempre. O senhor que no elevador carrega num botão dos vinte e seis existentes, em conformidade com o nível que pretendes. Nesse último nível encontrámos parte do "Óscar", o seu traço. Batemos à porta do estúdio, fomos recebidos pela simpática senhora, que se encontrava no seu momento de conforto, descalça pela sala e ouvindo a música ao seu gosto. Três minutos após a nossa entrada já estávamos com as mãos na massa. As mesmas mãos que dentro de umas luvas preservou os desenhos técnicos mais antigos em que alguma vez toquei. Tenho aqui as luvas de látex, quem as quiser negociar contacte por mensagem privada.
Quando não há quem controle nós fazemos as coisas ao nosso jeito (em Teatro Nacional).

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Complexo Cultural da Republica, Brasília, Brasil
21/02 .
Minhocão, Universidade de Brasilia, Brasil
 20/02 . Silêncio, um ou outro movimento. Não há vida aqui. Por agora a faculdade dá os últimos suspiros antes de começar o novo ano na cidade universitária de Brasília. Por aqui, faz falta um buggie ou uma bici, a escala é de outra dimensão. Minhocão é o edifício base da cidade universitária, aquele que consegue sustentar a união de todas as partes. A velha curva, delicada e elegante de Niemeyer guia-nos por enormes galerias acampanhadas por uma vegetação um tudo nada selvagem; árvores enormes, de tronco robusto lado a lado com o velho betão armado, marcas de uma época em que a arquitectura moderna brasileira estava no seu auge. Onde pára esta tão bela arquitectura brasileira nos dias de hoje ?
Campanário da Catedral Metropolitana Nossa Senhora Aparecida, Brasília, Brasil
19/02 . Até ao momento as grandes cidades visitadas foram La Paz e Lima, mas só agora recém chegados a Brasília é que apareceu a sensação de estarmos numa verdadeira cidade civilizada e ordenada. Assim chegados à rodoviária, bem na periferia, sem saber o paço seguinte ( como o mochileiro gosta), apenas tínhamos hipóteses e uma delas era o Couchsurf. Numa loja de internet vimos um dos nossos pedidos aceites. Mantivemos contacto com o "cara" que surpreendentemente, veio buscar-nos assim que pode. Nessa viagem até casa, sem minimamente ter esperado, fomos ao centro onde se encontram os maiores marcos arquitectónicos ( Congresso, Ministérios, Palácios e Praças). A cidade à noite deixou-nos água na boca e "muchas ganas" para os dias que se seguem.

Micro Corumbá a Campo Grande, Brasil
18/02 . As viagens de autocarro ( o único meio utilizado até ao momento, aquele que regateando se pode baixar os preços das viagens até metade) costumam ser, por estes lados, maçantes, não ergonómicas e nocturnas de forma a aproveitar os dias. Felizmente esta foi diura, o que possibilitou vislumbrar as belas paisagens naturais do Mato Grosso do Sul.
Só mesmo o posicionamento no autocarro afectou um dos nossos sentidos. A proximidade à casa de banho que "knockiou" ( K.O.) o nosso olfacto. A solução teve de passar por ir ocupando os lugares dianteiros das pessoas que iam saindo, já que à frente na cabine do condutor era impossível.

Micro Santa Cruz a Quijarro, Bolívia
27/02 . Miúdo espreita o banheiro do micro, dez horas depois de já nao saber o que fazer. Infelizmente para lá desta porta não existe um novo mundo por descobrir.
A noite já se pôs, à chegada a Quijarro, a cidade fronteiriça com o Brasil, somos recebidos por um grupo de taxistas meio mafiosos. A vontade de ir até ao Brasil é grande e por isso queremos lá chegar ainda de noite. Há um 'rufos' que nos leva pelos últimos bolivianos solitários no nosso bolso.
Uns km à frente o rufos começa por sacar o mostrador de taxi que tem no topo do carro e o negócio começa a ficar sério. Parece que a polícia brasileira não gosta que eles passem a fronteira e que conhece um caminho. Afinal não precisamos de passar pelo controle fronteiriço, diz o rufos. 
Não querendo brincar com as migraciones acabamos por ter de saltar fora do "taxi".AO final passamos a noite num clássico "motel" de filme. 
Estádio Olímpico Patria, Sucre, Bolívia
16/02 . Bolivianos, miúdos e graúdos, admiram o grande estádio da sua cidade. Não há jogo, não há jogadores, não há cortador de relva, há apenas um símbolo da cidade em estado silêncio. Nas bancadas ressaltam as cores da bandeira nacional. 
Domingo é dia de toda a cidade sair à rua. O ritual passa por desfilar pelas ruas as melhores roupas, passar o sapato novo na igreja pela manhã, almoçar pelo centro e levar os miúdos à praça, ao parque, ao jardim, ao estádio.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Mercado Central, Sucre, Bolívia
15/02 . O mercado que contém todas as variações de cores existente na forma de produto alimentar. Os quais que parecem ter saído da terra horas antes, cada um com as suas características sem etiqueta que comprove a qualidade, mas de sabor autêntico. O preço esse, fez com que conseguíssemos nessa noite, uma refeição farta ( à campeão) o mais baixo de sempre, sem jogos de cintura pelo meio.
Que refeição é essa? Muita massa, ovos mexidos e a cebolada com cogumelos e pimento, a especialidade de certa pessoa.
Calle Chuquisaca, Potosi, Bolivia
14/02 . Miúdo foge de um outro maior e mais pesado, depois de lhe atirar com um balão de água. O balão, segundos antes avermelhado, rasou-lhe a boina.
Em Potosi há muito para além das minas. Há uma cidade organizada, uma arquitectura colonial interessante. Há uma praça central, cheia de graça, cheia de vida. Toca a última campainha da semana e lá vão os miúdos para a guerra. Balão de água numa mão, saco com o resto do armamento na outra. Está instalada a guerra na praça.  Há os miúdos do colégio alemão, os do colégio boliviano e os do colégio tradicional. Aqui são todos iguais, menos os que têm grandes bazookas de água, com mais de cinco orifícios. Vale tudo, todos estão sujeitos à molha, menos os senhores. " Esses não, são senhores!"

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Mercado, Oruro
13/02 . Chegar  a esta cidade às 2h e ter ainda de encontrar alojamento, ou um outro sítio onde passar a noite é algo que não desejo a ninguém. Ruas de passeios largos, sujos, com objectos tapados misteriosamente, pessoas estranhas divagando, enquanto outras limpando a estrada, a cada vassourada quilos de pó se diluem no ar. Ao fim de uma hora , o bater de 20 portas e outras tantas campainhas, lá conseguimos um quarto.
No dia seguinte descendo o degrau de 15 cm, que  separa o prédio da rua, com o pé direito, já tendo passado a porta e recebido os documentos  com a mão do mesmo lado, encaramos novamente a rua.
Desta vez ela estava iluminada por um belo dia, todos os passeios repletos de cor, com todo o tipo de produtos à venda. As pessoas caminham contornando os produtos expostos nos passeios e só quando não dá para evitar pisam a zona dos carros ou micro buses, pois a maioria são transportes públicos, carrinhas vulgares de porta de correr, mas personalizadas ao gosto do motorista - luzes, autocolantes, objectos decorativos, estofos, tampões de rodas. Vale tudo dentro destes termos.
E quando acaba a cor no alçado de um dos lados da rua, há uma entrada escura para o mercado, onde subindo as escadas com o mesmo pé, tudo volta à mesma diversidade.

Ruta de la Muerte, Bolivia (cortesia de Filipa Neiva)
12/02 . 
Valle de la Luna, La Paz

La Paz, Bolivia 
10/02 .As cholitas fazem parte da paisagem. Ali do [El] Alto, as cholitas mandam na cidade. Deste lado vêem tudo e tal como elas aos domingos no ringue, as casas que vemos parecem cair em caótica catadupa, batendo umas nas outras, desde as montanhas que nos contornam até ao centro, nada pacífico, desta cidade. La Paz é assim: não faz jus ao seu nome. Sobretudo nestes dias, em que a feira se instala cá em cima e em que todos lá em baixo se amontoam nas combis coloridas até não haver mais espaço, para poder chegar aqui. Na cidade, desde bem cedo, fazem filas informais pela avenida principal e tanto correm e carregam e lutam e berram que chegadas ao destino só querem repousar. 
As lutas que as opunham quatro dias antes davam agora lugar a uma fraternidade que só as punham contra nós. E desta forma, estávamos, ali, de passagem, mirados com olhos fundos e desconfiados, e 
segredados aos ouvidos de todas as cholitas que nos estranhavam; só elas faziam parte da paisagem – acrescentando os seus contornos aos das montanhas e dando a cor que faltava àquelas casas. 
(cortesia de Filipa Neiva)
Cholitas Wrestling, El Alto, La Paz, Bolívia 


Copacabana, Bolivia
08/02 . Seguimos aí, no topo da lancha, sentados no banco de jardim; o sol bate forte na cara, fazendo esquecer por um momento os três mil metros de altitude, que fazem do lago Titicaca o lago mais alto do mundo. A isla del sol, vai ficando mais pequena, os putos não se vêm mais. Viemos até aqui em boa hora. Que o desenvolvimento na Bolívia, quando surgir, não afecte este lugar, um dos mais crus e nús por onde passámos na viajem, onde todas as imperfeições e rudimentos o tornam o mais genuíno dos lugares.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Yumani, Isla del Sol, Bolivia
07/02 . À chegada à Isla del Sol, sao os putos que recebem os gringos no cais em busca do melhor negócio para as suas famílias. Aqui, à excepçao da cholita (mulher nativa boliviana de traços bem vincados - de saco colorido às costas na fotografia), do marido e dos seus rebentos (os putos), todos sao gringos. Na verdade, sao os putos que levam os gringos às hospedagens, sao os putos que servem à mesa no restaurante e sao os putos que esperam pelo cliente na mercearia.. Num meio onde os solos sao férteis, os burros, as vacas e as ovelhas existem em maior numero que as pessoas e as praias paradisiacas parecem ser só para os gringos, nao ha espaço para os putos viverem a infância. A Isla del Sol é dos putos.
Chincana, Isla del Sol, Bolivia
06/02 . Partimos às 8.30h no  tradicional barco construído apenas com madeira e propolsionado por dois motores distintos. Os dois pequenos, mas um deles mais pequeno do que o outro, esse sempre estático movia o bote para a frente e o outro maior, dirigia, tendo uma especial pega aderente para o senhor o comandar com o pé. Ocupamos os lugares normais dianteiros enquanto que nos especiais iam os restantes mochileiros, todos eles do sexo feminino menos um, que já lá em cima na cobertura confessou: "Nao se calavam!". Bom momento esse, onde foram aparecendo curiosos, apanhando um frio desmedido ao qual fez frente as duas últimas aquisicoes, no âmbito do vestuário. Mas como nem tudo era mau, a vista maravilhava quaisquer olhos conectados a um coracao.
Chegamos, transportamos a nossa equipajene de hostel em hostel até elegir o tal. Foi só abrir a porta do quarto e instintivamente dizer sim. Espaco simples com duas camas para 5 pessoas, mas duas janelas opostas com um conteudo visual único. Para cada uma encontra-se um lago, do lado da porta existe a baia de onde chegamos, bem grande e repleta de embracacoes, na outra mira-se uma outra mais reservada do género praia paradisíaca, quase privativa. O quarto nao ficou em 25 bolivianos, mas os 28, fez a regra também nao perder forca ( devia de haver uma nota de 25 bol. já que quase tudo vale isso).
Durante o recorrido a pé ficamos um longo tempo na praia onde deu novamente para infrigir as regras e dirigir durante um bom curto espaco de tempo a embarcacao de um qualquer senhor respeitado e trabalhador que eu nao fui. No entanto somos tugas na Sudamérica.
Copacabana, Bolivia
05/02 . "Aqui vai um portugês." Micro 'Cobus' que parte de Copacabana tem como missao levar um portugês até à capital boliviana. Daí partirá outro micro, com destino a Buenos Aires onde dentro de dois dias sairá um aviao de volta a casa.

Hoje perdemos um dos grandes. O Telmo partiu. 
Almoço no Loki Hostel, Cusco, Peru

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Tour Machu Picchu dia 3,  "Montaña Vieja"

Depois de uma bela noite num quarto com um saco de plástico a servir de janela (longa história), acordámos às 4h30, com o objectivo de estar na cidade do Machu Picchu às 6h para começar a tour. O céu estava escuro como breu e o silêncio que pairava era apenas perturbado pela fúria do rio Urubamba.
De lanternas em punho e lambuzados em repelente de insectos (que pouco ou nada fez), começámos a subida de mais de 2000 degraus.


Já nos tinha chegado aos ouvidos que era uma subida dificil, mas só mesmo quando os pingos de suor começam a descer pela cara e a cada degrau vamos perdendo o fôlego, é que sentimos o quanto realmente custa. A luz do amanhecer iluminava subtilmente os toscos degraus de pedra e sentia-se a energia da espectativa de um dia em grande. Entre 40 min a 1 hora foi o que demorámos a chegar lá acima.
O nevoeiro que cobria as ruínas e a vegetação parecia ter estado à nossa espera, porque logo se começou a dissipar e abriu as cortinas para a mítica cidade do Machu Picchu. Ficámos sem palavras.
Esqueçam todas as fotos postais deste lugar que já vos apareceram à frente, e acrescentem-no agora mesmo à vossa lista de sitios a conhecer antes de morrer. Simplesmente não há fotos nem palavras que descrevem um lugar tão mágico e poderoso.
Tour Machu Picchu dia 2, Parque Natural 
2/02 . A caminhada seguia sempre a linha mágica do comboio e o rio Vilcanota, com suas águas turbulentas e castanhas. Pela floresta tropical com a humidade a bater nos 90% e muitas probabilidades de ser picado chegámos ao último destino antecedido pela subida sagrada, Águas Calientes, onde os preços são inflacionados, preço para turista, não de mochileiro pé descalço. 
A última cena  foi bastante "temprano", confeccionada numa cozinha especial onde os empregados tal como nós se faziam às escadas sem receios, já que a cozinha se desenvolvia no piso superior. Quiçá um bom trabalho temporário para quem não se sente capaz de ultrapassar a subida ao Machu Pichu à primeira.

Tour Machu Pichu dia 1, rio Vilcabamba
01/02 . 'Gato' e o seu mestre arrumam o material depois de uma sessão de rafting com os 'tigers' (cinco gringos: três tugas, dois british). Uma experiência única; uma luta em equipa num rio que escoa violentamente por uma paisagem de cortar a respiração. Num sopro passamos por nativos à margem que usam o rio como meio de sobrevivência. Tudo aqui é selvagem, em bruto.
As pequenas pedras no fundo do rio, arrastadas pela força da corrente, ecoam nos nossos ouvidos por muito tempo..

Huacachina, Peru

Cusco, Peru

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Lima, Peru
28/01 . Está na hora de apanhar o autocarro directo a Cusco, vizinhança do Machu Picchu.
Mas espera lá, é suposto fazermos uma viagem de 22 horas e foi este o autocarro eleito para a tarefa? Passou-nos logo pela cabeça o quão bons são os expressos portugueses, ao lado disto são puro luxo sobre rodas.
Este cheirava a balneário depois de educação física, os lugares estavam lotados e o conforto dos bancos equiparava-se aquelas cadeirinhas de madeira da escola primária. Passado um par de horas, já tínhamos esgotado mil e uma maneiras de nos entretermos e já não havia uma única posição confortável possível.
Desde várias avarias no motor, a paragens para carregar mercadoria à socapa, a um filme peruano tão mau que que chegou ao ponto de ser bom, tudo aconteceu neste autocarro.Uma viagem que já não era curta inicialmente, acabou por se tornar um pesadelo de 29 horas.
Caesar's surfhouse, Punta Hermosa, Peru 
27/01 . Dias cinzentos em Punta Hermosa.
O sítio porque tanto esperámos, à beira mar, solarengo e tranquilo. A primeira coisa a fazer como em todo o lado prende-se com a escolha de um bom sitio onde dormir bem e barato. Com alguma sorte o senhor do restaurante chamado pela sua empregada nos recomendou um Hostel que nos preencheu as nossas necessidades que viríamos mais tarde a descobrir que seriam muitas e específicas.
Instalamo-nos entao na Surf House, fácil de identificar pela pao de forma estancionada à porta. O quarto era perfeito, mesmo à nossa medida, com uma varanda a pedir bons momentos, os planos eram já muitos.  Meia hora depois da chegada já estávamos a caminho da Playa Central para a descoberta das primeiras olas na Sudamérica. Na altura nao percebi o porquê, mas a tarde só me deu para dormir na areia preta e pegajosa. Voltamos a casa já sem a presenca do sol, de forma a aproveitarmos até ao tutano a nova experiência. A partir de aqui nada foi igual, uns ficaram com problemas intestinais e outros com dores de corpo. Nao tendo muitas alternativas ficamos em casa, nos quartos, na sala de cima, na de baixo e no sector baños. Baños do Hostel e um pouco por toda a vila.
Assim nos demos mais com o Peruano de rastas, óculos grandes e espelhados, um bacano que nos deu algumas dicas para as nossas melhoras e os outros dois, de poucas falas mas igualmente boa onda. A partir de aqui eram só estrangeiros e ainda bem, pois a forma como nos sentiamos, sabendo a razao do nosso estado, tudo o que nos apetecia era virar a cara a peruanas à beira da estrada vendendo frango frito com molhos e picantes.
A indisposicao lá acaba por melhorar, a uns mais rápido que outros, mas valeu o facto de nos ter calhado o melhor Hostel até à data, na altura em que mais precisávamos.