Este ano o Verão foi calorento, as gentes foram e vieram, a cidade perdeu os seus e encheu-se de turistas, a única altura do ano em que este fenómeno é realmente notório. Os palermas andaram a viajar desencontrados, dois por um lado, dois pelo outro. O porto de chegada tinha de ser inevitavelmente Buenos Aires. Entretanto a família cresceu e internacionalizou-se. Como tal tivemos de ir à procura de casa. Foram uns largos dias a viver num "campo de refugiados", a casa da "família" de Palermo. Entretanto chegaram os impecáveis do Porto e uma simpática francesa de Paris, já com costela argentina.
Vivemos num palácio com pés-direitos de quase cinco metros, portas de dez kilos feitas para pessoas que gostam de andar às cavalitas de outras;já a terraza é cenário de cinema com uma aberta para San Telmo, o bairro mais antigo da cidade.
Mudança de bairro, mudança de ares; aqui, já não se vêm os bétolas de Palermo, não há tanta gente gira nem o mesmo glamour; há um de outro tipo, há uma cidade boémia, de artistas e de artesãos, há casas lindíssimas de outra época, um retrato estilo Midnight in Paris em tons porteños.
Já só faltam quatro meses, há ainda muito mundo para "comer" neste lado do oceano.



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