quinta-feira, 17 de abril de 2014

Recomeço das aulas

Poderia dizer que é uma festividade de boas vindas ao ano lectivo que agora começa; um protesto sobre os aumentos do preço da cantina; praxes aos novatos que começam a caminhar no ensino superior e a aprender algo de que realmente gostam; um assalto que houve há dias atrás do outro lado do rio, onde há pescadores; uma prova de triatlo em que o atleta vai isolado na frente;...
Mas não. É apenas o expressar da chegada dos últimos meses de aulas, de nossa parte, na Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA.
Há que aproveitar de pompa e circunstância.

O assado, um ritual

Ai aquele assado, tipicamente argentino, que tão bons momentos proporciona, porém sempre em casa de gente amiga. Lá vão os tempos em que nos lamentávamos de não ter um espaço digno para estas comemorações. Fizemos por isso e embora o tempo já não seja o mesmo, o Verão lá foi, sempre é melhor agora que nunca!
Isto do assado é um ritual. 
Há que ir à caça de lenha, exercício de grande dificuldade, só ao alcance de alguns. Enquanto se rolava pelas ruas à procura dos melhores exemplares madeireiros, já se encontrava a massa fermentada pronta para entrar no forno. Outros, numa outra parte da cidade se encarregaram de buscar aquilo que de melhor existe por estas bandas, aquela carne argentina...ninguém melhor para esta tarefa que o amigo Juan - diga-se que a experiência faz a diferença. 
Tudo chega na altura certa, tudo se encontra e acontece na terraça. 
As luzes ao fundo nos prédios fazem pensar, que bem que se está aqui.







terça-feira, 15 de abril de 2014

Olha a casa nova

Este ano o Verão foi calorento, as gentes foram e vieram, a cidade perdeu os seus e encheu-se de turistas, a única altura do ano em que este fenómeno é realmente notório. Os palermas andaram a viajar desencontrados, dois por um lado, dois pelo outro. O porto de chegada tinha de ser inevitavelmente Buenos Aires. Entretanto a família cresceu e internacionalizou-se. Como tal tivemos de ir à procura de casa. Foram uns largos dias a viver num "campo de refugiados", a casa da "família" de Palermo. Entretanto chegaram os impecáveis do Porto e uma simpática francesa de Paris, já com costela argentina.
Vivemos num palácio com pés-direitos de quase cinco metros, portas de dez kilos feitas para pessoas que gostam de andar às cavalitas de outras;já a terraza é cenário de cinema com uma aberta para San Telmo, o bairro mais antigo da cidade. 
Mudança de bairro, mudança de ares; aqui, já não se vêm os bétolas de Palermo, não há tanta gente gira nem o mesmo glamour; há um de outro tipo, há uma cidade boémia, de artistas e de artesãos, há casas lindíssimas de outra época, um retrato estilo Midnight in Paris em tons porteños.
Já só faltam quatro meses, há ainda muito mundo para "comer" neste lado do oceano.