sexta-feira, 24 de janeiro de 2014


Ruta 55, N Chile


Mesmo acordando às 5h da madrugada, não fomos capaz de reservar lugar na fila enorme que a essa hora já esperava pelo autocarro para a Bolívia. Só daí a 2 dias é que haveria o próximo.

Mas como há males que vêm por bem, enquanto discutíamos alternativas, lembrámo-nos de que em vez de subirmos pela Bolívia, podíamos subir pelo Peru. Na verdade esta solução até fazia mais sentido que a inicial. Foram precisos apenas alguns minutos para todos concordarmos fazer esta alteração na rota, o que não é de admirar visto que a outra alternativa era ficar mais dois dias em Calama. Era unânime que preferíamos cagar o pé todo, a ter que ficar mais tempo por aquelas bandas.
Rapidamente encontrámos um autocarro que ia para Tacna (Peru)e fomos falar com o motorista. Aspecto de trafulha, disse-nos “sale a las 15 horas, pero no hay más lugares”, esperou para ver as nossas caras de desilusão e sussurrou “vengan hablar comigo por las 15h, que non es necesario billetes”. Nós como tugas que somos, também temos uma veia latina para estas maroscas, por isso acenámos discretamente e ficámos felizes da vida!
Arranjaram forma de pôr uns pesos extras ao bolso: cobraram-nos o bilhete, o 2º condutor foi a dormir num cubículo que parecia um cacifo e o ajudante foi sentado ao pé da manete das mudanças. Deixando assim os lugares da cabine do condutor aqui para os tugas, e digo-vos já, melhor vista era impossível!

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