Mochila às costas e escrever numa das placas sobrantes das maquetes um "ROSARIO" bem grande e legível acompanhado de um fixe, para não cansar a mão, e está tudo, bora!
Cheguei ao porto de BA com super ganas de chegar a Rosario " al dedo", mas logo me apercebi que não seria tão fácil como tinha sonhado. Não era dos dias com mais actividade nos transportes de mercadoria no porto, pois era véspera de festividades. Então mudei de estratégia e fui para a maior avenida da costanera, onde a poluição impera, e passam obrigatoriamente todos os camiões com destino ao norte da Argentina, ai haveria de conseguir. Em 15 minutos pulei para um camião, depois de 1.30h de "nãos", para umas 4:30 horas de conversa estimulante em que, quanto mais tempo passava mais barreiras caíam. E acho que para isso foi importante a minha oferenda, pão integral caseiro ( que cada vez sai melhor), pois 10 minutos depois já me dizia que se quisesse passar uns dias na sua quinta em La Plata, que estava à vontade, assim como ir com ele para Jujuy onde ia deixar a carga e na semana seguinte para Ushuaia, bem lá em baixo. Bem então ele era Omar Osvaldo Rosas e com os seus 24 anos foi campeão Nacional 2x em Gineteada gaucha e tinha um amigo dessas andanças que participava agora no Dakar.
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| Pan-Americana, ruta 9 |
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| Com Omar Osvaldo Rosas |
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| Gineteada gaucha, Omar no meio |
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| Chegada a Rosario, Hotel/Casino periferia de Rosario |
Saí na autopista/autoestrada bem na periferia de Rosario, que para além do Hotel/Casino ( onde estava hospedada toda a caravana do Dakar) havia pobreza e alguns dos "3.000 efectivos que garantizan la securidad". Um pouco da minha imprudência me levou a iniciar a caminhada de quase 30 quadras até ao centro, mas salvou-me a fome, que me levou a parar onde ao meu instinto pareceu bem.
Foi num negócio de família recém criado que pedi o que me aconselharam - um "Carlitos" ao que parece uma comida muito Rosarina, que são tostas mistas, mas enormes.
Carlitos encontrei um prato que faz juz ao teu nome.
Concordei com o conselho que me deram nesse mesmo sítio e logo partimos para uma entrega de pizzas de moto e mais um aventon/boleia! Muito bom até ficarmos sem combustível e não pudermos abastecer pois não tínhamos cascos/capacetes. Lá resolvemos tudo e a noite ainda deu para uma lição de arquitectura ( pois fomos ver o Centro Municipal de Rosário do Siza que era mesmo a dois passos da casa do rapaz), uma foto com a avó e uma longa caminhada como queria até chegar ao Monumento (centro), porque uma chegada com esforço sabe sempre melhor.
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| Família Herrera |
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| Centro, Monumento a la Bandera |
El Cairo, o restaurante que me pareceu bem para um almoço e desayuno/pequeno-almoço onde podes estar tranquilamente a comer pelo mesmo preço do Mc, com uma equipa de Russos da Kamaz ao teu dado esquerdo a falar russo, espectáculo!
Dia 4 - desfile da caravana do Dakar às 15h, antecedida por 4h a guardar o spot com sol a pique ( 34 graus). Já com sintomas de cara rosada ( o protector de 60 é pouco) começou a observação "dos do Dakar", raparigas da Redbull, e o Robby Gordon como atracções principais e os outros. Eu estava nos "outros", 250.000 pessoas de Sudamérica (não encontrei um europeu que não fosse vip, todos pertenciam à caravana).
Então "os do Dakar" (caravana) - encheram a 100% os Hoteis de Luxo + 80% até às 3 estrelas.
As Raparigas da redbull - In pec...!
Robby Gordon - o de cor de laranja, que faz uns saltos. Americano!
Bem e era tudo o que "os outros" conheciam, mas era o bastante para gritarem desalmados por fotos. Ah, mentira conheciam um, Patronelli. Foi então que em troca de dizer quem eram os grandes portugueses presentes ( eles me ajudavam a chamá-los para a foto, comigo!). E é através destas pequenas coisas que se conhece um pouco da pessoa por baixo do fato de cores berrantes e sponsors, tal como o povo argentino.
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| Av. Belgrano |
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| Com Pedro Bianchi Prata e um outro tuga estriante ( acho) |
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| Helder Rodrigues |
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| Carlos Sousa |
No dia seguinte a caravana partiu às 4h da manhã um por um, intervalados até às 14h, onde eu já estaria a comer num restaurante de pescado ( 1ª vez na Argentina) na zona norte de Rosário, bem junto à Ponte Victória e às suas praias, passando pelo estádio Rosario Central.
As grandes personalidades históricas do Club onde nasceu Messi: Fontana Rosas, Aldo Pedro Poy, Alberto Almedo, Kempes, Puma Rodriguez, Don Angel Tulio Sof, Palma, Che Guevara, El chadro (esq. para dir.).
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| Praia Privada do Rosário Central, para os adeptos festejarem devidamente junto do rio Paraná |
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| El grand Joaquin Petit |
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| Da parte Norte para o Sul de Rosario |
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| A praia onde atacaram as piranhas 1 semana atrás. Ponte Victoria. E o Chá Mate sempre presente ( sim, é chá quente). |
Após dois dias a dormir na calle, e com a máquina cheia de boas recordações e não a querendo perder, voltei tranquilamente de autocarro, sem que nada mais de extraordinário se passasse. Valeu