sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Campismo na "Playa Dorada



Acordar bem cedo, ir ao supermercado comprar comida, saco de cama nas costas e siga. Foi assim o dia 23 de Dezembro, apanhamos um autocarro cheio, por 3 dólares rumo á Playa Dorada, tudo corria da melhor maneira até que o motorista mandou-nos sair com o argumento que "É AQUI", e siga a saltar do autocarro, e a única coisa que existia dourada, era terra na berma da estrada a reflectir o sol do meio dia, água! - só na mochila e engarrafada. Sem meias medidas cruzamos a estrada e esticamos os dedos a pedir boleia, a boleia ñao tardou muito, seguimos na caixa da carrinha até á civilizacao mais proxima "Puerto López" que é um povo de pescadores, e ai fizemos mais uns 15Km de moto-taxi, ou seja un tuk-tuk.

A praia pertencia a um Parque Nacional, ao que o seu acesso era proibido, e a unica trilha que existia até lá estava vedada com arame farpado, depois de contornar todos esses obstáculos menores caminhamos meia hora adentro da selva exuberante até escutar o som do mar, foi de cortar a respiracao, uma praia enorme entalada entre duas formacoes rochosas, e ñao havia mais ninguem sem sermos nós.

 Para mim o natal chegou uma noite mais cedo.







Mau dia para ir a Almada ver o Cristo Rei


domingo, 22 de dezembro de 2013

Dia 25 é Natal não é?

Aqui quase nada faz lembrar tal época, pelo menos da maneira que estou habituado a viver. 
- O calor que se faz sentir, é o factor óbvio, mas daí ao que se vê/não se vê nas ruas...Arriscaria a dizer que na rua de Triana na Vila de Alenquer, há mais e melhores efeitos luminosos que na Av. Santa Fé aqui em Palermo. É estranho mas esta avenida sendo das que mais tiendas/lojas tem em toda a sua extensão, não se encontram decorações natalícias, a não ser que estejam mesmo a vender decorações de Natal.


Para juntar a isto a partir do dia 18, estive 48 h ininterruptas sem electricidade em todo o meu quarteirão. 
Consequências para mim - ter de sair de casa e ir para espaços especiais.

São duas livrarias relativamente perto de minha casa e que oferecem: bom atendimento, boas vistas, um sumo de maracojá, internet, climatização e livros. Então para quem não quer torrar com os 36 à sombra no exterior e tão pouco tem condições em casa aqui ficam as minhas sugestões.




Consequências para o senhor do Kiosk de baixo - Se eu despejei na basura/lixo todo o conteúdo do frigorífico, que até estava composto, este senhor teve muitas mais idas e voltas ao mesmo lugar. Como os seus prejuísos estavam a ser desmedidos ele sentiu-se no dever e fazer algo. Então sou acordado ao meio-dia com o som de sirenes de polícia e do outro lado martelos a baterem em postes de sinalização. O senhor do Kiosk e moradores locais fecharam a calle/rua Guemmes e protestaram até, durante e mesmo depois de este desmaiar, nunca arredando pé. Inicialmente quando cheguei e não estava a perceber patavina do que se passava cheguei a pensar que este se tivesse desentendido com a policia, mas prontamente me disseram que eles apenas os ajudaram a fechar a rua, e o comportamento de todos foi pacífico, à altura da ocasião. Pouco depois tudo retomou à normalidade tal como a energia do senhor.



Quem diria que a lanterna de cabeça/mineiro, que trouxe sem saber porquê, me iria dar tanto jeito a mim e aos vizinhos nesta época natalícia.
A luz de natal do dia 18 e 19


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

 Depois de um dia cheio de escalas e voos, cheguei à terra dos cariocas, cheio de frio e ranho daqueles ditos ar condicionados, e quando me preparava para tirar uma roupa mais quente e fazer o ninho para dormir deparei.me com o caderno que o Chico e o Miguel colocaram à socapa na minha mochila.
Que boa é a sensação de encontrar um presente no meio dos apetrechos, longe de casa, sozinho, e sem forma de dizer obrigado no momento. Obrigado



domingo, 8 de dezembro de 2013

BA Parque Costanera

Parque Radical Costanera, com o PACHA ao fundo (edifício branco do lado direito)
Pouco depois do pôr do sol, lá aparecem os guardas do parque com os apitos a mandar a malta sair. Um processo demorado.

Porque agora há tempo livre... 
Abriu aqui à umas semanas o primeiro espaço público de desportos urbanos (diga-se skate, longboard, slackline, Slalon, Palestra, Roller, Bmx) de Buenos Aires. Mesmo junto ao rio, este espaço tornou-se num ponto de encontro para jovens que enchem o parque de 2500 m2, fazendo-o um espaço apertado.  A presença de vários boliches neste zona como o Pizza Banana, Pacha, Terrazas e outros que não conheço, a Cidade Universtária, o Parque Norte com canchas de futebol e ténis e o Parque de la Memoria fazem desta zona junto do rio La Plata um bom espaço para apanhar aquele sol caliente do Verão de Dezembro.

nota: Acho que o Pacha encerra quando o parque radical abre (8h). Para os mais valentes.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Bagunça / Entregas finais





Após a passagem do tufão "entregas finais", este foi o resultado - uma casa super asseada. Gosta de colocar outra foto do mesmo ângulo para se ver as diferenças do estado actual, mas como direi, é melhor não. O tempo tem sido escasso para estas lides.




...mas saem coisas graciosas desta bagunça

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Bombonera vestida a rigor

Chegou finalmente o dia em que eu - chico (sim, foi preciso atravessar o Atlântico para começar a ser chico) fui à Bombonera.
  Dia de jogo em casa do Boca Juniors, um dos clubes mais emblemáticos e icónicos da história do futebol, clube do velho Diego Armando Maradona. 
Dizia alguém sábio que uma ida ao futebol era um regresso momentâneo à infância. 
Na argentina respira-se futebol, são o povo mais apaixonado pelo futebol que já conheci. 
  Aproximação ao estádio, já se começa a sentir o ambiente, já cheira a Boca; as cores variam entre os azuis e os amarelos. Mesmo quem não entra no estádio veste-se a rigor e prepara-se para ouvir o relato ou ver a partida  no televisor mais próximo com os seus.
Começo a entender porque é que o lema do Boca Juniors é "la mitad mas uno", são metade da população mais um, o clube com mais adeptos da argentina.
 Os colectivos (autocarros) que seguem em direcção a La Boca de portas abertas estremecem por todos os lados com cânticos do Boca. Juntam-se multidões na entrada para o estádio. 
 Entada no estádio, ouve-se um som que ecoa pelas velhas bancadas da Bombonera. Aquele entusiasmo pela primeira mirada do relvado, da torcida, da gente que veio torcer pelo seu clube de sempre. Desço os primeiros degraus, e não há palavras para descrever o que vejo, a sensação é de um puto perdido na multidão que foi ver o seu clube jogar pela primeira vez. Os minutos passam com um estalar de dedos e as equipas já estão no relvado, pelo meio há umas cheerleaders com o rabo entalado que aplaudem a entrada da equipa da casa. Só se ouve Boca, até porque só há adeptos do Boca en la cancha, uma moldura humana amarela e azul. 
 Aqui não há lugar a vergonhas, do neto ao avô, do obrero ao business man todos cantam 
Y Dale dale dale dale BOca ! Y dale dale dale dale Boca ! Durante 90 minutos pareceu que estava a vibrar pelo clube de sempre, era mais um no meio da multidão. Ainda deu para ver a magia do velho Riquelme por uns minutos, saiu lesionado aos 15. De resto na Bombonera é a multidão mais 11, só não ganham porque jogam sem alma. Desta vez, a alma ficou só pelas bancadas e o boca acabou por perder 2 - 0. Não consegui sentir o que é festejar um golo do meu clube emprestado. 
Ainda assim a Bombonera cantou durante os 90 minutos. Neto, avô; mulher, homem, obrero, business man.


Valeu, o tal sábio estava certo. 


A equipa do Boca a entrar e as famosas com o rabo entalado.


Os grandes ídolos do clube (da es. para a dir. Maradona, Tévez, Bianchi, Guillermo, Riquelme e Palermo)

Aqui quando está muito calor para-se o jogo para se beber uma água. O Sanchez Niño (à esq.) estava sem sede.


 (À saída do estádio ainda deu para ver o Djokovic passar a 2 metrinhos, de passagem por Buenos Aires para um jogo de exibição com o Nadal)

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

'Mestre' Roca


Depois de almoço, com o nosso amigo Miguel Angel Roca. Esteve o almoço inteiro a chatear-nos para tiar uma foto com os portugueses. Podia se ter descalçado lá em casa, era o mínimo ! 

domingo, 10 de novembro de 2013

Redbull SoapBox Race Buenos Aires





Com dificuldades, mas lá conseguiram arranjar uma calle inclinada em Buenos Aires. Diria mesmo, que é quase a única e com a particularidade de ter o Obelisco ao fundo.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Margem Norte










Visita rápida de um dia a Colónia del Sacramento, do outro lado do Rio de La Plata, margem Norte de Buenos Aires. Um sítio que tem uma forte relação histórica com Portugal, daí se verem coisas que com  facilidade fazem lembrar a nossa terra. Os paineis de azulejos, a calçada, casas coloniais...No entanto todas as fotos são da periferia.

Bombeiro RUbens










O grande salvamento do bombeiro Rubens. (com chamada, atenção!)

sábado, 19 de outubro de 2013











         




                                      





Por estes dias, tempo para um pequeno escape à metrópole,
   .uma passagem - de meias - pela casa do arquitecto Miguel Angel Roca,
   .uma piscina ao fundo a espreitar uma paisagem que podia ser portuguesa.
   .uma viajem, armada por uma frota de quatro micros (autocarro para viajem de longa duração) numa
paisagem seca, mas rara em beleza.
   .uma passagem por uma outra casa, projectada pelo mesmo Roca - calçados - com uma vista belíssima.
   .uma surpreendente cidade de Córdoba, uma bela forma de terminar a viajem
com um final de dia na parte histórica