segunda-feira, 26 de maio de 2014

60 x 60

60 dias x 60 fotografias

01|Buenos Aires 02|S. Miguel Tucuman 03|Salta 04|Pumamarca 05|Humauaca 06|Pumamarca 07|S. Pedro de Atacama 08|Laguna Cejar 09|Geisers el Tatio 10|Ruta 5 11|Arequipa 12|Chivay 13|Cabanaconde 14|Huacachina 15|Punta Hermosa 16|Lima 17|Cusco 18|Cusco 19|Urubamba 20|Hidroelétrica 21|Machu Pichu 22|Cusco 23|Copacabana 24|Isla del Sol 25|Isla del Sol 26|Capacabana 27| La paz 28|Valle de la Luna 29|Ruta de la Muerte 30|Oruro 31|Potosi 32|Sucre 33|Sucre 34|Quijarro 35|Campo Grande 36-41|Brasília 42|Ouro Preto 43-50|Rio de Janeiro 51-55|S.Paulo 56|Florianópolis 57-59|Porto Alegre 60|Buenos Aires


Umas palavras que merece. Ao mochilão.
Início da brincadeira, com reunião das tropas a ter ponto de encontro na “nossa Argentina”.
Aí pode-se dizer que começou o mochilão, pelo menos para alguns de nós. Com o grupo reunido não houve um minuto que não tivesse sido aproveitado. Os que receberam, fizeram com que fosse partilhado o máximo de vivências da cidade.
Afirmar a negação de que a escolha da cidade de Intercâmbio não teve nada a ver com esta viagem, é simplesmente mentira. Tudo bem que até poderia ter sido numa qualquer outra da América Latina, mas nenhuma é tão bem posicionada geograficamente, nem com um nome tão sugestivo quanto este – “Bons Ares”. Assim se juntaram duas coisas, mal programadas, mas que nas nossas cabeças tinham potencialidade.

O que representa este conjunto de quadradinhos? O querer imortalizar uma viagem, que pelo menos para mim, simboliza uma mudança. O imortalizar de cada dia da viagem, que foi aproveitado ao máximo que o corpo podia acompanhar. O contacto com “pessoas desconhecidas” que te põe a pensar e questionar assuntos que anteriormente nem punhas em causa.
Cada foto, que momento do dia representa? Pode não aparentar nada, ser o melhor ou o pior...

No final de tudo isto e já um pouco distanciado, prende-se a necessidade continuada de voltar a percorrer, de preferência lugares raros, singulares, genuínos, com pessoas que embora de culturas bem distintas partilham contigo um pouco de si. Ganhamos nós, eles, a comunidade e o lugar.
Não sei se o que me fascina nesta viagem é o anonimato, o deambular por qualquer praça, grande ou pequena, suja ou limpa, de uma grande ou pequena cidade, desenvolvida ou nem tanto e poder ser eu próprio, ou um qualquer outro, não sei... sem que ponham em mim algum tipo de expectativa, sou por aquelas bandas apenas um corpo que se move com liberdade absoluta.
É uma experiência que todos devem viver. Tudo em nós muda, é reinventado, e se existem opções que facilitam esse processo de aprendizagem há que aproveitar, ainda para mais se esta te sugere ideias novas, te põe à frente exemplos, situações reais. Acertas, sobes de nível, como quem faz um amigo, falhas, voltas a tentar de novo que nada te persegue.

Aquela coisa de teres um mapa ( roto no sítio onde mais precisas de ver), uma mochila ( cheia de coisas novas, vazia das que deixas para trás, já não faziam falta), companhia ( para tudo ser melhor ainda), um querer ( que existe por si só) - tudo conjugado, constróis algo que pode ser simplesmente o que pretendes - é uma ideia que dá cabo de mim. Nunca gostei de planos, mas quando estes são necessários há que os desenvolver não ao dia, à hora, ao minuto, mas sim à ordem de potencialidade, ou seja, com isto passo a ter muitas, poucas; boas ou assim-assim; interessantes ou aborrecidas opções. É como permitir que a sorte te persiga e não o contrário. São as probabilidades. É um jogo. 

MIK