sexta-feira, 30 de agosto de 2013



La Boca 
O destino que por certo encontrarás nos postais ou no posto de turismo mais perto de ti, lugar esse que se vai visitar, sejas tu quem sejas. Como nos contavam as nossas expectativas, este lugar tornou-se turístico, quem sabe em demasia. E assim encontrámos a maior variedade de pessoas possível, desde Alemães a Mexicanos, Colombianos, e Japoneses, claro está. Então La Boca tem a oferecer espectaculares “recuerdos” para os familiares e belos muros de cores aguerridas que dão belos fundos para uma foto espectacular tirada de perfil ou outro modo de posar igualmente válido. Para onde quer que se aponte a objectiva o resultado é incontestavelmente uma foto bonita, 1 foto mecânica, 1 foto digital, 1 clique. Imagino que há uns anos atrás tudo devia ser diferente, mais genuíno.    
No entanto, temos o outro extremo, se saíres do per
imetro dito turístico, encontras a verdadeira realidade, e as casas não são mais coloridas, mas sim degradadas e as pessoas muito distantes de ti. Não quererás mais ter os bolsos cheios, pois os olhares que sentes pesam sobre ti, para mais se tiveres ao pescoço a mais banal das câmaras fotográficas e um casaco verde. Infelizmente está visto que para ali andar vou ter de gastar uns pesos e comprar roupa apropriada, dos pés à cabeça vestido com o equipamento do Boca, deixar crescer a barba e não falar. Por isso só mais daqui a umas semanas é que coloco aqui os resultados. De qualquer forma iremos um de cada vês, para assim garantir que alguém continua com o blog.


Tipica Hierba Dela Pampa
No dia do penúltimo jogo para o campeonato do Boca Juniors (o Benfica do sitio, mas de azul e amarelo) fomos ao Parque Lezama, perto de La Boca. As pessoas ao fim de semana e especialmente em dia de jogo da bola (pelota), tanto vivido por estes lados, simplesmente saem à rua e apropriam todos os espaços públicos em particular estes parques verdes. Numa passagem rápida pelo jardim depressa reparei nas árvores, que pareciam sofrer de algo estranho, dado o seu tamanho e raízes salientes que servem de esconderijos e zona para brincadeiras dos miúdos. Durante uns momentos parei para um breve desenho, o tempo necessário para ser interrompido por um señor que amigavelmente se aproximou, explicando o que de carismático tinha aquela “árvore”. Simplesmente não o era, por assim dizer. O que estava à minha frente era sim uma hierba (erva) de nome OMBU.


Como já cá estamos à três semanas e apenas agora abrimos esta plataforma, saltamos o mais desinteressante, a viagem. E começamos pelo que vimos nos primeiros dias, que foi literalmente um cidade de perder de vista, que nos faz sentir que por mais tempo que cá passemos será impossível percorrer todo isto a fundo. Mas como temos de começar por algum lugar, lá fomos no colectivo (das coisas mais baratas por estas bandas) até à avenida 9 de Julho, onde se encontra o Obelisco. A avenida de que se diz ser a mais larga do mundo. Por ali andamos numa noite fria de inverno, à qual combatemos, correndo nas passadeiras, fugindo dos automóveis que simplesmente não param e assim aquecendo o corpo agasalhado. A título de curiosidade, se atravessares uma estrada, mesmo que numa passadeira e vier um condutor o que ele fará é: buzina para parares a meio ou acelera mais ainda para te evitar. Está visto que o seguro de acidentes pessoais não cobre atropelamentos.
Se te queres sentir feliz, vais para Paris
Se te queres senir vivo, vais para o Rio
Se te queres sentir um pouco morto,
um pouco vivo, e feliz, vais para Buenos Aires

Salud Buenos Aires !